Se o Brasil fosse uma partida de Monopoly (ou Banco Imobiliário*), estaria nas rodadas finais. Isto porque, de acordo com recente estudo da Oxfam (confira aqui), apenas seis pessoas** concentram, juntas, a mesma riqueza que metade da população brasileira. E tem mais. 5% da população – os mais ricos – recebem, por mês, o mesmo que os demais 95% juntos. A desigualdade social que vemos hoje no mundo é uma das piores da história do planeta.

Digamos que você receba 10 mil reais por mês. Compre carros de luxo (a prestação, claro) e troque de celular todo ano. Talvez até pense fazer parte da elite. Está muito enganado. O 1% mais rico recebe mais de 40 mil por mês. Quarenta. Mil. R$40.000,00. No topo do topo (0,1%), a média é de 190 mil, sendo que há rendimentos declarados que superam os 400.000 mil mensais

Seus rendimentos estão mais próximos do trabalhador que recebe 1 salário mínimo do que do 1% mais rico.

Para completar, nosso sistema tributário reforça a desigualdade. O efeito da tributação no Brasil é, no geral, de aumentar a concentração da renda ou, no mínimo, não a alterar. Apesar de nossa carga tributária bruta girar em 33% do PIB, é mal distribuída. Os mais pobres e a classe média pagam muito mais impostos proporcionalmente que pessoas com rendas altas.

Leia o relatório completo da Oxfam: https://www.oxfam.org.br/sites/default/files/arquivos/Relatorio_A_distancia_que_nos_une.pdf

 

* Banco Imobiliário e Monopoly são jogos diferentes. Em breve farei uma postagem explicando as diferenças entre as versões e a polêmica envolvida na criação do jogo.

** Jorge Paulo Lemann (AB Inbev). Joseph Safra (Banco Safra). Marcel Hermmann Telles (AB Inbev). Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev). Eduardo Saverin (Facebook). Ermirio Pereira de Moraes (Grupo Votorantim). Estas são as seis pessoas mais ricas do Brasil.