Pesquisa inédita mostra salto histórico no número de brasileiros que se declaram vegetarianos. O estudo foi realizado em abril de 2018. A SVB – Sociedade Vegetariana Brasileira divulgou os resultados neste domingo (leia o comunicado).

Matéria por Fábio Chaves, publicada originalmente no Vista-se. Para ler a matéria completa, com opinião do editor, clique aqui.

Em 2011, o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) fez sua primeira pesquisa sobre o número de vegetarianos no país. Na ocasião, os resultados do estudo mostraram que 9% da população se declarava vegetariana. Essa porcentagem representava cerca de 17,5 milhões de brasileiros (relembre aqui).

Em 2012, houve uma pequena queda. O IBOPE constatou que 8% da população se declarava vegetariana, cerca de 15,2 milhões de pessoas (relembre aqui).

Crescimento recorde

Em 2018, uma nova pesquisa do IBOPE trouxe uma grata surpresa. Cerca de 14% dos brasileiros se declaram vegetarianos atualmente. Considerando a estimativa oficial do IBGE sobre o total da população brasileira (confira aqui), são cerca de 29,2 milhões de vegetarianos.

Nas regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Recife e Rio de Janeiro, esse percentual sobe para 16%.

O IBOPE levantou também outros dados muito interessantes.

Muito além dos vegetarianos

Segundo o estudo, 55% dos entrevistados consumiriam mais produtos veganos (sem nada de origem animal). Desde que houvesse uma melhor sinalização nas embalagens. Se os produtos veganos tivessem o mesmo preço dos produtos de origem animal que eles estão acostumados a consumir, 60% dos entrevistados daria preferência a eles na hora da decisão de compra.

Nas capitais, o percentual de entrevistados que daria preferência aos produtos veganos se eles tivessem o mesmo preço dos não veganos chegou a 65%.

A pesquisa foi encomendada pela SVB e realizada inteiramente pelo IBOPE.

As entrevistas foram realizadas por uma equipe de entrevistadores do IBOPE Inteligência em 142 municípios. O estudo foi realizado nas capitais, periferias e interiores das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Sudeste do país.

O universo amostral incluiu representantes de ambos os sexos, das classes AB, C e DE, com 16 anos ou mais. A margem de erro desta amostra com respeito a população brasileira em geral é estimada em 2 pontos percentuais, com um nível de confiança estatística de 95%.