Tá em matérias de vários jornais do Brasil: o Mandato Coletivo surge pra mexer com como elegemos nossos representantes! Tem gente interessada na novidade, tem gente desconfiada. Vim falar da polêmica baseado na pesquisa que tô fazendo sobre o tema. E baseado na minha militância também, porque isso é importante.

Mandato coletivo na imprensa

El País – “Vote em um e eleja vários”: os coletivos querem crescer na política
Correio Braziliense – Mandato coletivo: Grupos se organizam para lançar candidatos ao Legislativo
Estado de Minas – Candidaturas coletivas viram tendência nas eleições de 2018
Correio Braziliense 2 – Com proposta de mandato coletivo, PSol quer eleger quatro deputados para uma vaga de distrital
Portal Sul21 – A crescente onda eleitoral de despersonalização da política (por Mandato Coletivo do Distrito Federal)

Trecho da declaração do Mandato coletivo do DF no Sul21

O crescimento da direita fascista, dura e armada, as alianças espúrias do centrão para que as eleições salvem cabeças e a dificuldade de a esquerda alçar voos que não dependam de um único candidato transformam as eleições de 2018 numa incógnita para cientistas políticos. Se algo está dado, é que não é possível enxergar um palmo à frente do nariz na construção de cenários, qualquer hipótese vislumbrada hoje é facilmente desmontada na semana seguinte.

No Distrito Federal uma experiência coletiva está sendo construída num modelo de candidatura compartilhada entre 4 (quatro) pessoas, advindas de lutas que já acontecem e respondem ao anseio de grupos sociais politicamente sub-representados – indígenas, mulheres negras e sem-teto. A renovação política é o objetivo principal do Mandato Coletivo, que postula uma vaga a representante distrital no DF. Ao propor a emancipação de diferentes grupos sociais em uma candidatura compartilhada, o movimento flagra a baixa credibilidade do sistema político atual para atender às demandas da sociedade como um todo.

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O Mandato Coletivo do DF é composto pelos co-candidatos Airy Gavião, líder indígena escolhida pelo Conselho Indígena do DF, a advogada Nádia Nádila, do movimento de mulheres negras, Eduardo Borges, representante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), e o socioambientalista Thiago Ávila, filiado ao PSOL que emprestará os dados para constarem da cédula eleitoral

A ideia é que o Mandato Coletivo amplie a participação da sociedade nas decisões políticas, trazendo para a esfera pública a cultura colaborativa praticada em diversos campos profissionais e econômicos. Dessa forma, o conceito de representatividade política é redimensionado, porque as pautas atendidas se multiplicam e a participação da comunidade na tomada de decisões está integrada ao próprio mandato dos co-candidatos.

A consequência direta desse processo é o fim da impressão comum sobre o parlamentar com um salário alto e muitos privilégios que estão em franca oposição com os interesses do eleitorado. “A pergunta é: por que não? Por que não ocupar a mesma cadeira com todos representando os interesses do povo? Queremos mostrar que é possível um deputado ganhar um salário justo e atender à demanda colocada pela população”, declara Eduardo Borges, um dos co-candidatos do Mandato Coletivo.