O #PortugaDiário foi uma série que escrevi de 2011 a 2012, durante meu intercâmbio na Universidade do Porto. Viajei por toda a Europa e contei um pouquinho disso no blog. Como o antigo site foi perdido, vou republicar a série, semanalmente, assim como a original. Acompanhe e envie para seus amigos interessados em viajar pelo mundo!

Terminei o primeiro episódio (clique aqui para ler)  falando do freeshop que passei em Lisboa. E que o que mais me chamou a atenção foi a sessão de doces. Explico: eram uns 10 tipos diferentes de M&Ms, com bonecos gigantes completando a publicidade oficial. Essa fixação por M&Ms é uma longa história e que daria outro texto, mas adianto que bateu uma saudade muito grande. Não pude experimentar nenhum deles porque não consumo produtos de origem animal, quem sabe um dia eles não oferecem opções?

Pouco depois me pego lendo LIS em algumas placas. Olho ao redor e, na verdade, leio LIS em quase todas elas. Vou até o banheiro, lavo o rosto e pego uma toalha de papel. Está escrito ELIS nela!! Será que a saudade é tanta assim??

Olha Lis, não precisa escrever seu nome em todos os lugares, não irei me esquecer de você nem por um segundo enquanto estiver longe, ok? Hehehe. Quanto aos LIS escritos nas placas, é que eu estava em Lisboa, percebi então que a contração LIS se refere a, digamos, o nome da cidade… já ELIS era só a marca da toalha de papel mesmo. Bem, o fato é que não estranhe se você encontrar THIs escritos por aí… (será? vou procurar, tenho que encontrar um país que comece com THI).

DESVENTURA?

Entro no ônibus que levará até o avião. Quinze minutos para todos embarcarem, mais quinze minutos para liberar o tráfego aéreo, trinta minutos de vôo e mais trinta para pegar a bagagem. Foram os trezentos quilômetros de avião menos eficientes que já vi, mais ainda assim compensou mais do que se tivesse ido de ônibus (daí seriam umas quatro horas).

Uma senhora que estava sentada ao meu lado puxou assunto no vôo. Em qual sítio você morava no Brasil? Me pego imaginando o Rio de Janeiro como uma fazenda enorme, e me lembro de que sítio em Portugal é cidade. Nascida no Porto, a senhora havia passeado por Lisboa e estava voltando para casa. Tenho alguma dificuldade, é verdade, mas nos comunicamos bem. Não já falei que os portugueses são simpáticos? E eles continuarão demonstrando isso adiante.

O filme de instrução do vôo é uma comédia, prestem atenção na musiquinha de fundo do começo. O vídeo abaixo só pega parte dela, mas dá para entender mais ou menos o que eu senti xD

Atualizado: meu eu de 2018 não conseguiu encontrar o vídeo original (o que aconteceu com o sonho de virar hacker?). Ignorem, portanto, o último parágrafo. Os vídeos da TAP, aparentemente, melhoraram bastante, gostei da proposta desse, de 2013.

PORTO

E, finalmente, chego na cidade do Porto. O aeroporto é bonito, mas não há nada que chame atenção em relação aos aeroportos brasileiros. Ou melhor, não havia nada até o aviso do sistema de áudio Fulano de tal, procure a sessão de “Perdidos e Achados”. Foi o suficiente para rir esquecer um pouco do nervosismo.

Esperando pela bagagem encontro a Gaby, minha companheira de apartamento aqui no Porto. Seu vôo chegou uma hora antes do meu, mas ela ainda estava na Alfândega (opa! dei sorte nessa). Saímos para procurar Dona Carmem, dona do apartamento onde ficaríamos. Depois de comprar um cartão telefônico internacional e perder alguns minutos aprendendo como usá-lo, conseguimos falar com ela via celular. E é agora que nossa história começa de verdade.

PS: Nas próximas postagens prometo que irei tirar mais fotos. Ainda estou sem câmera, meu único companheiro aqui é meu celular super simples =) Abraços!

Leia também:  #PortugaDiário ep1: Hora de dizer tchau!