Estamos em setembro de 1727, faz um dia ensolarado e muito quente quando chegamos num local que parece seguro para passar alguns dias. Talvez tenha sido assim o diário de viagem de um dos garimpeiros que, há exatos 290 anos atrás, encontrou uma região para montar acampamento. Nada de Pirenópolis, a área foi primeiro chamada de Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte. O nome, inspirado em uma enchente que derrubou parte da ponte do Rio das Almas, geralmente era abreviado como “Meia Ponte”.

Rapidamente o local tornou-se um acampamento de garimpeiros. O nome Pirenópolis foi dado apenas em 1890 e é uma homenagem à serra dos Pireneus, que cerca toda a cidade. A serra, por sua vez, teve seu nome tirado da cadeia de montanhas que separa a França da Espanha.

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ARTE E TRADIÇÃO

Mas vamos voltar a 2017. Eu e minha namorada estivemos em Pirenópolis no último final de semana e queremos relatar um pouco dessa viagem maravilhosa!

Nestes quase 300 anos a cidade cresceu muito, mas manteve uma cultura rica e tradições do passado que se mantém até os dias de hoje. Andar pelas ruas do centro, como bem definiu Elizabeth, é “estar numa novela de época”.

As ruas são todas de paralelepípedo, os prédios são antigos e o estilo das construções é clássico. Museus, cafés e o cine-teatro encantam nossos olhos e surpreendem pela simplicidade e beleza.

Lista de museus da Cidade: aqui.

A cidade possui festas folclóricas tradicionais, como a do Divino e as Cavalhadas. Como não participei de nenhuma festividade desse tipo, prefiro não entrar nesse assunto. Se você quiser saber mais pode conferir no site oficial da cidade:
http://www.pirenopolis.com.br/festas-folcloricas

Como a economia da cidade hoje é baseada no turismo e artesanato, o que não faltam são lojas com lembrancinhas lindas e muitos produtos criativos.

GASTRONOMIA

Outro ponto forte da cidade são os restaurantes. Destaque para a Pizzaria do Alemão, atração imperdível à noite (vá todos os dias, sem medo!). Infelizmente há pouquíssimos estabelecimentos veganos, mas em todos os lugares que conheci os comerciantes foram muito atenciosos. Sempre consegui me alimentar muito bem. Lugares do tipo “pague X e coma à vontade” é uma tradição do Estado, e com conversa você consegue até um desconto por não comer carne. Quem disse que ser vegetariano é caro?

Imperdível também conhecer a “Maria Doceu” que, apesar do nome, tem mais opções salgadas (almoço e lanches) do que doces.

ESPORTES RADICAIS

Pra quem gosta de aventuras mais radicais, Pirenópolis também é o cenário ideal Tem passeios de balão, tirolesa, paratrike, asa delta, salto de páraquedas – dentre outros.

Fomos pra cidade com passeio comprado para o chamado “Piritrike”. É uma mistura de carro com asa delta em que você sobrevoa a cidade inteira por cerca de 15 minutos. A agência escolhida foi a Zero Oeste Aventura, do amigo Nil. Infelizmente o tempo nesse final de semana estava muito ruim, e não conseguimos levantar voo. Confiram um pouco do passeio no vídeo abaixo:

NATUREZA

E por último mas não menos importante, a cidade é o lugar ideal para os amantes da natureza. São dezenas de cachoeiras e trilhas maravilhosas para todo tipo de aventureiro, dos iniciantes aos mais experientes.

Como tivemos pouco tempo de viagem, montamos um roteiro com apenas dois lugares, mas deu para conhecer um total de 10 cachoeiras. É um passeio rápido que vale muito a pena para quem não tem tempo!

No primeiro dia, como havia a expectativa de voar pela manhã, escolhemos um local mais próximo da cidade. Como não rolou o voo, acabamos indo mais cedo e foi melhor ainda. As Cachoeiras de Lázaro e Santa Maria fazem parte de um mesmo complexo, ou seja, paga só uma entrada e visita as duas. A entrada custa 35 reais. O destino fica próximo da cidade (11 km), as trilhas para as cachoeiras são todas pavimentadas e o local possui banheiro e lanchonete. É um passeio ideal para iniciantes ou para quem quer levar crianças e/ou idosos.

Veja a resenha completa aqui.

No segundo dia, a ideia foi fazer uma aventura de dia inteiro e visitar o maior número de cachoeiras. Por isso escolhemos conhecer as Cachoeiras dos Dragões. O local é mais afastado (40 km de Pirenópolis, boa parte em estrada de terra) e fica dentro de uma área que também abriga o Mosteiro Zen Eisho-ji. É um passeio único, em que você conhece um total de 8 cachoeiras. O ingresso custa 40 reais, e pode ser comprado em dinheiro no local.

Veja a resenha completa aqui.

PIRENÓPOLIS VALE A PENA?

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