Foz do Iguaçu é o segundo destino mais procurado por estrangeiros no Brasil (fonte) – perdendo apenas para o Rio de Janeiro. Se você procura por um lugar tranquilo para passear com a família ou amigos e curtir belas paisagens; um lugar barato para comprar roupas, perfumes e eletrônicos; ou conhecer bons restaurantes com o melhor da culinária Argentina, reserve agora mesmo uma estadia em Foz do Iguaçu. Além das Cataratas e das belezas naturais, a cidade tem muitas atrações que vale a pena conferir.

Com 617 mil quilômetros quadrados – mas apenas 61 mil em perímetro urbano – você pode achar que Foz do Iguaçu é uma cidade pequena. E é mesmo, mas isso no geral é uma coisa boa. Muitas atrações são próximas uma das outras, você não perde muito tempo nos trajetos (a não ser em alta temporada, por causa do trânsito) e o transporte não sai tão caro. Eu e Thiago ficamos quatros dias na cidade, mas chegamos numa terça à noite e saímos na sexta de manhã, ou seja, tivemos dois dias “reais” para aproveitar.

Como conhecemos a cidade em dois dias, fizemos este roteiro para quem quer conhecer Foz do Iguaçu em dois dias. Ao final do texto, listei algumas atrações extras para quem tiver mais tempo ou um objetivo diferente do nosso. Dessa vez não visitamos, por exemplo, o Paraguai, porque não queríamos fazer compras, mas não poderia deixar de falar dessa opção.

Passagem, hospedagem e melhor época para visitar Foz do Iguaçu

Antes de começar a falar das atrações, precisamos falar sobre como e quando ir para Foz. O meio do ano é uma época de seca, então pode ser que você pegue as Cataratas e a Usina de Itaipu com o fluxo de água mais baixo do que seria no final do ano (foi o nosso caso). Por outro lado, a hospedagem no geral é mais barata, principalmente durante os dias de semana (aos finais de semana a cidade fica muito cheio de turistas de países vizinhos), a cidade é mais tranquila, os pontos turísticos são menos lotados e a natureza é linda de qualquer maneira. Fica a seu critério.

Viajamos em julho, compramos a passagem poucos dias antes e ainda assim conseguimos pagar barato no vôo e na estadia. O segredo foi ter procurado no Skyscanner. O que o site faz é pesquisar em todas as companhias aéreas ao mesmo tempo e fazer um ranking com os menores preços. Se você tiver férias grandes, outra dica é não pesquisar por datas específicas e sim pelo mês inteiro, assim você consegue encontrar vôos que normalmente nem cogitaria (a gente, por exemplo, foi pra Curitiba de Gol, pra Foz de Iguaçu de Azul e voltou pra Brasília de TAM e tudo isso saiu pouco mais de 500 reais por pessoa).

No caso da hospedagem, reservamos o Hotel Holiday pelo Booking por 150 reais/diária pro casal. Usando este nosso link e se cadastrando no site você ganha 50 reais de volta na primeira estadia, então vai sair ainda mais barato (caso você já tenha conta no Booking e não quer criar outra, peça pra quem for viajar junto com você). O hotel tem instalações boas, café da manhã incluído, quarto com ar-condicionado, piscina e restaurante pra quando bater aquela preguiça de sair à noite.

O mais interessante de ter ficado neste hotel foi que ele indicou a agência de viagens Kalitour, que recebeu uma menção especial no final deste texto (e pode ser a agência certa para você). Mas agora, vamos ao que interessa.

No primeiro dia de viagem, conhecemos:
Igreja projetada pelo Oscar Niemeyer (visita rápida no caminho)
Templo Budista
Usina de Itaipu
Restaurante típico pra comer à vontade por 20-25 reais
Cataratas do Iguaçu (lado brasileiro)
Show de luzes no Marco da Tríplice fronteira (Argentina)
Jantar em Puerto Iguazu (Argentina)

No segundo dia de viagem, levamos o dia inteiro para conhecer as Cataratas do Iguaçu (lado Argentina) e passamos rapidamente por um Cassino na volta. Se tivéssemos um dia a mais, ou se quiséssemos muito fazer compras, poderíamos ter ido ao Paraguai, visitar o Museu de Cera, o Bar de Gelo, o Vale dos Dinossauros – dentre outros pontos turísticos. Confira, abaixo, os principais lugares que visitamos:

Templo Budista

O templo Budista de Foz do Iguaçu está localizado num ponto alto da cidade, onde se pode privilegiar parte do centro de Foz e da Ciudad del Este no Paraguai. Aliás, em vários pontos de Foz do Iguaçu dá para ver o Paraguai ou a Argentina, isso é muito interessante.

Nos jardins do templo há mais de 120 estátuas, com destaque para uma representação de Buda com sete metros de altura. A presença de muito verde e as estátuas em poder de meditação permitem um contato mais próximo com a filosofia Budista. Na parte interna há também mais estátuas e um local exclusivo para fazer pedidos.

A entrada é gratuita, e no templo é permitido meditar, passear, admirar e tirar fotos (apenas em locais liberados para o público). É um bom momento de descanso ou para reunir energias e começar bem o dia.

Horário de funcionamento: 10h às 16h (no nosso caso abriu um pouco antes das 10h)

Usina de Itaipu

A Usina Itaipu é uma das maiores construções humanas, uma gigantesca obra de engenharia e considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

Fizemos a Visita Panorâmica, que é um dos passeios mais bonitos procurado, uma vez que a gente percorre toda a parte externa da Usina e se depara com paisagens lindas – tanto as naturais quanto as produzidas pela humanidade. Para quem tiver mais tempo há outros cinco tours, incluindo excursões para conhecer o interior da Usina e um Ecomuseu.

O atendimento turístico é de extrema excelência. Fomos bem atendidos da compra do ingresso até o final do tour. Após a compra do ingresso, os visitantes são direcionados a uma sala de cinema onde assistem (narrada e com legenda) a história de Itaipu. Seguinte, são levados de ônibus aos pontos permitidos para turismo, no total são 3 ou 4 pontos de visitação, que permitem vislumbrar vistas panorâmicas da natureza e da construção do lugar. Vale ressaltar que, após descer em um ponto de visitação, ninguém é obrigado a ir ao outro ponto com o mesmo ônibus que o deixou ali. O transporte faz paradas curtas, às vezes de 5 e às vezes de 15 minutos, mas você pode esperar pelo próximo.

A média de tempo da Visita Panorâmica em Itaipu é aproximadamente 2 horas, dando tempo para tirar fotos e admirar o espaço sem correria.

Site oficial: https://www.itaipu.gov.br/

Horário de Funcionamento: 8h às 16h30 (caso você vá numa época fria, como foi o nosso caso, pode ter neblina e os passeios começarem um pouco mais tarde. Fique ligado na previsão do tempo e/ou converse com o seu guia)

Parque das Aves

O Parque das Aves é uma experiência sensorial. Os animais estão livres – porém monitorados. Na maior parte do tempo você está em contato direto com as aves, dentro de viveiros de imersão. O interessante é que a maioria das aves foram recuperadas da caça ilegal ou em extinção, e o habitat delas é adequado a cada tipo de espécie. Cabe frisar ainda que há alguma espécies de répteis no parque, além de um borboletário lindo. A trilha pelo parque é como um círculo, você termina no mesmo lugar que entrou.

É o segundo atrativo mais visitado de Foz do Iguaçu, e não é à toa. É emocionante ver animais tão raros e tão lindos sendo preservados e cuidados.

Site oficial: http://www.parquedasaves.com.br/pt.html

Horário de funcionamento: 8h30 às 17h

Cataratas do Iguaçu

“As cataratas é um conjunto de cerca de 275 quedas de água no rio Iguaçu (na Bacia hidrográfica do rio Paraná), localizada entre o Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, no Brasil, e o Parque Nacional Iguazú em Misiones, na Argentina, na fronteira entre os dois países. A área total de ambos os parques nacionais corresponde a 250 mil hectares de floresta subtropical e é considerada Patrimônio Natural da Humanidade. Embora o território brasileiro abrigue mais de 95% da bacia do rio Iguaçu, dois terços das cataratas ficam em território argentino (fonte)”.

Neste primeiro dia conhecemos o lado brasileiro das Cataratas, e o passeio é muito tranquilo e confortável (excelente escolha para quem estava andando desde 8h da manhã). Após a compra do ingresso o visitante vai até o ponto de ônibus, pega o coletivo e passa por vários pontos onde pode descer. Não há apenas um passeio, há uma trilha para outro ponto do rio, passeio de barco pelo rio, uma trilha que passa por vários mirantes (a que a gente pegou) e ainda uma trilha bem curta que dá num elevador, para pessoas mais idosas ou com alguma limitação locomotiva consigam chegar nas Cataratas. A trilha que pegamos estava bem equipada e segura, e tem dois pontos para pausas com lanchonetes.

É recomendado no lado brasileiro que você compre uma capa de chuva (de preferência fora do Parque, para economizar), pois perto da queda a situação é semelhante a uma chuva fraca – sendo que fomos no período da seca.

Outra recomendação é para que tenha cuidado com os animais, principalmente com os Quatis, que ficam o tempo todo em busca de alimentos e ficam muito próximos dos humanos. A recomendação, como sempre, é não alimentar os animais.

Resumindo, a organização do parque é excelente, e quem tem problema com mobilidade não precisa se preocupar. O passeio dura em média 2 horas, sem muito esforço e aproveitando bastante. Caso o visitante queira fazer outras trilhas ou tours, dá para ficar quase o dia inteiro.

Site oficial: http://www.cataratasdoiguacu.com.br/parque-nacional-do-iguacu/sobre-o-parque

Horário de funcionamento: 09h às 17h

Puerto Iguazú

Puerto Iguazú é uma Província de Misiones na Argentina, e está localizada numa área conhecida como Tríplice Fronteira, pois dela se vê a fronteira do Paraguai, Brasil e Argentina.

Assim como Foz do Iguaçu, Puerto Iguazu é uma cidade pequena, e para quem está do lado brasileiro ir com um guia até a cidade depois das 18h pode ser bem legal e aconchegante. De noite sempre há uma feirinha com comidas para saborear os pratos típicos argentinos, e andando mais um pouco na avenida principal da cidade há restaurantes, bares e lojinhas com lembrancinhas típicas.

Se você conseguir chegar antes das 20h30, há um espetáculo de luzes que ocorre todos os dias na Praça das Fontes de 15 em 15 minutos. É um espetáculo especialmente para turistas, mas é bonito e vale bastante a pena. Há um Marco das Três Fronteiras logo atrás da praça, um ponto que ninguém pode deixar de visitar para bater umas fotos.

Na volta ainda passamos rapidamente por um Cassino e poderíamos ter passado, na ida ou na volta da Argentina, no Duty Free Shop, local onde se pode comprar produtos livres de impostos. Nem quisemos passar lá, mas pode ser o seu caso. A questão é que se o seu objetivo é fazer compras a melhor opção em 99% dos casos é o Paraguai. Quem já fez voo internacional sabe que poucas coisas valem a pena no Duty Free, no geral só bebidas e algumas marcas de perfume/cosméticos.

Por desencargo de consciência, sugiro dar uma olhada no site oficial do Duty Free e ver se algo chama a atenção. Lembrando que, se pagar no cartão de crédito, vai ter que pagar IOF de 6,38% e a cotação do dólar costuma ser bem ruim – o mesmo vale para o Paraguai – por isso o ideal é levar dólares.

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E com isso terminamos o primeiro dia.

Cataratas lado Argentino

As cataratas do lado Argentino é uma opção que o turista não pode deixar de lado. O passeio deve começar cedo e acompanhado por um guia turístico de preferência (dá para ir sem guia, mas falaremos disso mais adiante). A trilha do lado Argentino é maior do que a do Brasil e leva praticamente o dia inteiro, com uma parte da trilha sendo feita de trem.

O parque Iguazú é muito organizado, lindo e cercado por uma mata abundante. Há uma praça de alimentação e lanchonetes pelo caminho e em outras áreas do parque, bem como fontes de água filtrada e banheiros.

São três trilhas, que permitem ao visitante conhecer as Cataratas de diversos ângulos. Na mais próxima da entrada do parque (recomendo começar por esta) você tem uma visão das cachoeiras de baixo pra cima, que é o ângulo mais usual mas provavelmente também o mais bonito. Na trilha “do meio”, você passa por cima das cachoeiras e tem uma visão incrível (cuidado para não ter vertigem). E por último – mas talvez a mais importante – a trilha que leva à Garganta do Diabo.

A minha principal dica é: não comece pela Garganta do Diabo. Não só porque o “melhor” deve ficar pro final, mas porque todo mundo começa por ela, então a fila do trem fica enorme (e só dá pra chegar de trem) e, se for muito cedo, pode ter muita neblina. Outra dica, se você tem fôlego, é usar o trem apenas para ir na Garganta do Diabo e abusar das trilhas, assim você não perde tempo em fila e aproveita bem a natureza.

Nas trilhas você privilegia quedas como a Cachoeira San Matín e a cachoeira Dos Hermanas (Duas Irmãs). Após iniciar em um dos caminhos dê um tempo para fazer um lanche reforçado ou se dirigir até a praça de alimentação, onde há opções de restaurantes e almoce saboreando os famosos pratos argentinos. Os preços, por incrível que pareça, são razoáveis, dá para almoçar bem (inclusive com opções vegetarianas) desde que você não escolha o restaurante “buffet livre” (este sim, é bem caro).

Ao pegar o trem para a Garganta do Diabo, você ainda precisará enfrentar uma trilha, mas ela não é muito longa. Ao chegar lá, tenha cuidado e tire muitas fotos, porque a trilha te leva pra bem perto da Garganta e é uma das cenas mais emocionantes para um ser humano.

O percurso pelo Parque Iguazú dura em média 6 horas, dependendo da velocidade e intenção dos turistas.

Nota importante: Leve pesos argentinos para o passeio para não ter que gastar a mais com cotação e IOF.

Horário de funcionamento: fecha às 18h

| Extras

Museu de Cera, Vale dos Dinossauros, Bar do Gelo etc

Além de tudo o que comentei aqui, Foz do Iguaçu ainda tem muitas outras atrações. Museu de Cera (Dreamland), por exemplo, apresenta cenários cinematográficos com esculturas de ceras de artistas ícones da música, cinematografia, entre outros. A qualidade não é a mesma de um Madame Tussauds, mas tem muita gente que vai gostar do passeio.

O Vale dos Dinossauros é um parque de robôs animatrônicos. Em outras palavras, não são simplesmente estátuas, são robôs que se mexem e interagem com os visitantes. Com certeza é legal para ir com crianças e/ou fãs de dinossauros.

O Bar do Gelo, bem, é um bar todo feito de gelo e as temperaturas lá dentro são congelantes, é uma experiência única para quem nunca pegou temperaturas abaixo de zero.

Tem também um serviço (acho que o nome é Super Carros) em que você pode alugar uma Ferrari, Audi, BMW etc por alguns minutos para basicamente tirar foto e poder dizer que já andou numa Ferrari, M3 etc. Enfim, são muitas atrações, não se limite a este roteiro aqui, especialmente se você for ficar mais tempo na cidade. Faça também uma pesquisa e, se encontrar algo que você gostou muito, por favor, deixe um comentário aqui neste texto.

Compras no Paraguai

Apesar da má fama de produtos piratas, comprar no Paraguai pode sim ser um bom negócio. Nas outras duas vezes que visitou a região, Thiago atravessou a fronteira e conseguiu comprar muita coisa boa. Então, se você quiser ir para Ciudad del Este e economizar, a primeira dica é o básico na hora de fazer compras: faça uma lista do que você quer comprar, porque senão você acaba gastando dinheiro com coisas que não precisava tanto assim. Pesquise bastante os preços no Brasil (para não acabar comprando algo mais caro lá ou num preço muito próximo que não vale o risco), leve dólares e preferencialmente vá em grupo.

Outro ponto importante é: não compre nada em camelôs, principalmente eletrônicos ou perfumes – as chances de serem falsificados são grandes. Se você estiver indo com um guia, com certeza ele irá te indicar as lojas confiáveis, mas no geral quanto maior a loja e se for dentro de um shopping você pode comprar com segurança. A questão é: mesmo comprando original, muitas vezes a empresa não oferece garantia no Brasil. Comprando um iPhone, por exemplo, você sabe que terá garantia, até se não tiver com a nota fiscal – o mesmo não acontece para a maioria das marcas de celular.

Este vídeo do canal Viajando (abaixo) mostra um pouco de como é a região e dá algumas dicas muito interessantes, então deixo para vocês assistirem. Aproveitem para deixar um comentário lá no vídeo dizendo que vieram do site do ocomprimido!

PS: lembre-se do limite de 300 dólares na hora de retornar ao Brasil, então não exagere nas compras e tenha bom senso. Se você, por exemplo, tiver comprado um casaco, alguns perfumes, meia dúzia de roupas e um celular (e tiver deixado o seu celular no Brasil), os fiscais não vão criar encrenca. Mesmo que tenha passado do limite, você provavelmente não terá que pagar taxas, porque eles não conferem item a item se for algo pequeno assim. Agora, se for trazer aquele MacBook ou outros eletrônicos caros, considere se o preço realmente vale a pena caso seja parado na alfândega.

É melhor contratar uma agência de viagens, alugar um carro, pegar ônibus ou ir de Uber?

O transporte é uma questão muito importante e depende muito não só do seu orçamento, mas do tipo de experiência que você deseja e de quantas pessoas estão com você.

O transporte público em Foz do Iguaçu é razoável, dá para chegar de ônibus na maioria dos pontos turísticos, incluindo aí as Cataratas. O problema de pegar ônibus pra todo lado é que você vai perder muito mais tempo no transporte. No nosso caso, como ficamos apenas dois dias e queríamos conhecer muita coisa, não conseguiríamos fazer tudo o que fizemos pegando ônibus (além de estar andando com câmera etc).

Além do Uber a cidade possui um aplicativo de transporte individual próprio, o Garupa – vale a pena instalar ambos e sempre conferir qual sai mais em conta caso a caso. Se você estiver viajando em grupo de até quatro pessoas, e quiser economizar, talvez não precise ir de ônibus. Do nosso hotel para as cataratas, por exemplo, dava 30 reais de Uber. Se estivéssemos em quatro pessoas, daria pouco mais de 7 reais por pessoa, o que obviamente é mais do que de ônibus (3 reais/pessoa) mas o custo/benefício compensa.

O táxi também acaba não saindo caro, principalmente se o Uber estiver em tarifa dinâmica e o Garupa estiver sem carros (pode acontecer, a cidade tem muita gente e poucos carros nesses aplicativos).

A gente fez a viagem pela Kalitour, e a maior vantagem é que o guia (Chico) ia nos contando a história da cidade, dando as principais dicas para conhecer bem os pontos turísticos e mostrando locais que de outra maneira não teríamos conhecido (almoçamos num restaurante local buffet livre, por exemplo, com comida típica por pouco mais de 20 reais). Se você estiver viajando sozinho ou em casal, o preço no geral compensa, sai um pouco mais caro do que gastaria de Uber, mas com as vantagens de ter um motorista o dia inteiro à sua disposição (levamos água e lanches, por exemplo, e deixamos no carro pra ir comendo no tempo entre um ponto turístico e outro).

Outra vantagem de ir com guia é que, desde que seja um guia legalizado (como foi o caso), eles enfrentam filas diferentes na hora da alfândega. Na ida para Argentina, por exemplo, acabamos pegando um horário de pico e enfrentamos uma fila de quase 1 hora parados na estrada para atravessar a fronteira. Isso porque estávamos na fila rápida! A fila do lado simplesmente não andava, e a gente estaria lá se tivesse alugado um carro ao invés de ir com o guia. No caso do Paraguai, não é permitido ir de carro alugado para lá, então você tem que estacioná-lo e atravessar a fronteira a pé ou de ônibus/táxi, o que perde um pouco o sentido de alugar um carro.

Sim, alugar um carro tem essas desvantagens acima, mas também tem muitas vantagens. Se você estiver num grupo de cinco pessoas, por exemplo, nunca vai dar pra pegar apenas um Uber/Garupa/Táxi etc, mas vai caber num carro só. Estacionar o carro sempre vai ser um problema, mas os pontos turísticos costumam ter estacionamentos (às vezes públicos, às vezes pagos). Tem que fazer as contas e ver se no seu caso compensa.

Por fim, tente ir em qualquer cidade turística de segunda a sexta, tudo fica mais barato e menos cheio – inclusive os voos. Período de férias escolares, então, é melhor ainda, o trânsito fica muito melhor. Conseguimos preços bons com a Kalitour porque ou era a gente ou o carro deles ia ficar parado, e quem ganha diária não quer ficar um dia parado.

Espero que vocês tenham gostado, e não esqueçam de voltar aqui no site semana que vem porque vou falar um pouco da nossa recente viagem para Curitiba. Até a próxima!

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